Início‎ > ‎

Religiosidade normal e patológica

Newsgula

No ambiente brasileiro comum, cotidiano, místico e aflito ao mesmo tempo, muitas vezes a religiosidade e psicopatologia se misturam, tornando difícil estabelecer os limites entre uma e outra, onde termina a doença e começa a religiosidade, e vice-versa.

A psicopatologia sempre procurou limitar a religião à sua natureza fisiológica, como uma necessidade psicológica conveniente e sadia, quando adequada, até uma eventual ocorrência mórbida e regressiva. Sob essa ótica, a religiosidade pode atender à um propósito terapêutico ou, ao contrário, pode refletir uma situação clínica patológica.

Portanto, a religiosidade e o exercício religiosos podem ser considerados normais, fisiológicos e culturalmente adequados, sempre se levando em conta algumas variáveis. Entre essas variáveis, capazes de tornar o fenômeno religioso patológico estão, por exemplo, a intensidade e grau de obsessão do pensamento místico, a noção dos limites que existem entre o pensamento mágico e o lógico, a consciência pessoal das questões da vida prática emancipadas da influência divina, entre outras.

É objeto de preocupação da psicopatologia a possibilidade de estar havendo, por conta do pensamento religioso, uma falsificação grosseira da lógica, uma utilização mórbida de pensamentos mágicos, alguma produção de sofrimento pessoal ou nos demais, ou uma alienação de outros princípios éticos, morais e da própria realidade.

Leia o artigo completo
Transe e Possessão - Geraldo José Ballone, Ida Vani Ortolani



Veja também